Foi fechada hoje, pela Vigilância Sanitária, uma padaria que funcionava clandestinamente em um casa, no bairro Capão Raso. O dono da padaria, Osvaldo Gutemberg Breda, foi encaminhado para o 8.º Distrito Policial, e deve responder processo de aliciamento (por trazer trabalhadores de outro estado) e por trabalho escravo (em condições precárias).

Pedro Carvalho Assinger, promotor de justiça, foi um dos primeiros a chegar no local, quando os empregados ainda estavam trabalhando, e chamou os agentes da Vigilância Sanitária para fechar a padaria clandestina.

“A maioria estava trabalhando e tinha um que estava dormindo dentro do forno. As condições eram totalmente precárias. Recebi uma denúncia anônima e vim até aqui para verificar. É pior do eu que imaginava”, completa o promotor.

Os empregados, nove no total, trabalhavam há um mês em condições precárias de higiene e dormiam no próprio local de trabalho, sem colchões e até mesmo dentro de um dos fornos da produção. Eles receberam R$ 300 pela produção de pães, bolos e panetones, mas de acordo com mesmos os trabalhadores, foi descontado do valor total de salário, uma refeição e o preço da passagem do Recife até a capital paranaense.

Quatro empregados vieram de Pernambuco, e dormiam no próprio local de trabalho. Segundo os trabalhadores, eles receberam a proposta de emprego em Curitiba através do irmão de Osvaldo, que estava no Recife. (Leia mais na edição de amanhã de O Estado do Paraná)