Em seu discurso, Viegas destacou as ações desenvolvidas pelo ministério no setor de aviação civil durante sua gestão. “Voltamos a regular o setor tendo em vista a rentabilidade e a sustentabilidade das operações. Hoje está recuperado. O aumento dos vôos foi controlado sem que houvesse aumento nos preços das passagens. Revigoradas, as empresas voltaram a operar com lucro e os empregos foram preservados”.
O ex-ministro destacou também as parcerias firmadas com a Rússia e com a Ucrânia para desenvolver o programa espacial brasileiro. Segundo ele, em poucos anos o Brasil vai enviar ao espaço satélites geo-estacionários produzidos pelo país. O ministro lembrou ainda a importância da missão de paz que está no Haiti desde o início do ano. “O Brasil foi convidado a comandar a força de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) com a estabilização do Haiti graças ao preparo dos nossos soldados. Nossa presença não pode deixar de ser vista como uma demonstração de apoio fraterno, pois todos sabem que o Brasil não tem interesses particulares a defender o Haiti”, afirmou.
José Viegas pediu demissão do cargo na semana passada. Na carta encaminhada ao presidente Lula, ele atribui o pedido à nota divulgada pelo Exército no dia 17 de outubro, após a publicação de supostas fotos do jornalista Vladimir Herzog, assassinado durante a ditadura militar. Para Viegas, a nota do Exército usava “linguagem totalmente inadequada buscava justificar lamentáveis episódios do passado”.
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