A Via Campesina continua no cumprimento da promessa de não dar sossego para os delegados que participam dos encontros das Nações Unidas, no ExpoTrade, em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Hoje um grupo de 250 pessoas fez uma espécie de "corredor polonês" e vaiou as pessoas que, em carros ou ônibus, entravam pelo portão principal para participar da 8ª Conferência das Partes da Convenção Internacional da Diversidade Biológica (COP 8).

Eles querem uma posição contundente contrária às pesquisas, plantio e comercialização de sementes que usam uma tecnologia conhecida como terminator, desenvolvidas em 1998, que as tornam estéreis. Os testes em campo estão sob moratória desde a Convenção de Diversidade Biológica de 2000.

Custo e diversidade – "Isso (sementes estéreis) será um desastre para os agricultores, porque vão se tornar totalmente dependentes", reclamou Alderi Barros, do Centro de Tecnologia Alternativa Popular, de Passo Fundo (RS). De acordo com ele, o custo de produção deve aumentar porque o produtor terá que comprar semente todos os anos. "Se o produtor tiver a semente crioula na propriedade pode manter a diversidade", argumenta.

O ativista da União Nacional de Organizações Regionais dos Camponeses Autônomos (Unorca), do México, Alberto Gómez, foi enfático: "Essa é uma questão de soberania nacional".