O Vestibular 2027 da Universidade Federal do Paraná (UFPR) alcançou 43.290 inscritos, um crescimento de 9,4% em relação ao vestibular anterior. É o maior aumento percentual da década e marca o retorno ao patamar de 2019, quando a instituição teve 43.520 candidatos — número que não se repetia desde então. Entre os inscritos, 20.856 (48%) declararam ter cursado integralmente o ensino médio em escola pública.

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Para o reitor da UFPR, professor Marcos Sunye, o resultado é comemorado não apenas pelo volume de inscrições, mas pelo potencial de impacto na ocupação de vagas. “Essa notícia é motivo de comemoração não apenas pelo número de inscritos, mas também porque, com mais candidatos, tende a aumentar o percentual de ocupação de vagas, que é um dos grandes objetivos da nossa gestão”, afirmou.

Em entrevista exclusiva à Tribuna do Paraná, o diretor do Núcleo de Concursos da UFPR, professor Marco Antonio Randi, explicou que a redução do processo seletivo para uma fase única foi um dos fatores que impulsionaram as inscrições. “O vestibular em duas fases, como era até o ano passado, criava a barreira principalmente para as pessoas que são de fora das cidades de aplicação de provas, porque elas têm que alugar hotel, se alimentar e teriam que se deslocar duas vezes para o seu local de prova. Com dois dias de prova, você tem competição com dois vestibulares diferentes de outras instituições. A fase única garante que a pessoa vai ter mais chance de concorrer em outros vestibulares”, afirmou.

Sobre a alta procura entre estudantes de escola pública, Randi atribuiu o resultado à ampliação de ações de divulgação da universidade, como a mudança da Feira Universo UFPR para o Parque Barigui, e a projetos de extensão que levam informações às escolas. “É relevante dizer que muitos estudantes de escolas públicas têm a ideia errada de que teriam que pagar para estudar na Universidade Federal do Paraná. A UFPR é pública e gratuita, e essa divulgação é importante, porque, quando o estudante acessa a universidade, ele não só não paga mensalidades, como pode, em situação de vulnerabilidade, ter acesso a diversos benefícios que podem garantir a permanência dele”, destacou. Entre esses benefícios, o professor citou o restaurante universitário, com refeições a R$ 1,30, bolsas de permanência, apoio para mães estudantes e suporte psicológico e social.

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O novo modelo de prova, aplicado em um único dia, passa a ter 80 questões objetivas de quatro alternativas — no lugar das antigas 90, com cinco alternativas — além de duas questões discursivas, uma de até 15 linhas e outra de até 5. As provas específicas por curso deixam de existir, e 62 das 130 graduações optaram por atribuir pesos diferenciados a disciplinas dentro da prova objetiva. Segundo Randi, a expectativa é que as questões discursivas avaliem a capacidade de argumentação e síntese dos candidatos. “O mais importante quando você está se preparando é treinar o seu psicológico para você ficar tranquilo no dia da prova, porque a tranquilidade aumenta muito a chance de sucesso”, orientou.

A prova será aplicada no dia 1º de novembro, com duração de 5h30 a partir das 14h, em 12 cidades — dez no Paraná e outras duas no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. No dia seguinte, ocorre a prova de habilidades específicas do curso de Música. O calendário do processo seletivo segue até outubro, com etapas de homologação de inscrições, validação de cotas raciais e divulgação do local de prova.

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