Segundo o assessor econômico da Fecomércio, Vamberto Santana, o resultado de um modo geral sinaliza um clima de otimismo entre os comerciantes paranaenses com o faturamento neste final de ano e no início de 2007. ?O controle da inflação, os empregos temporários registrados nas eleições e o início das contratações de fim de ano são algumas causas?, informa.
?Diante de preços estáveis e do maior nível de renda em decorrência dos empregos temporários, muita gente antecipou os gastos?, diz ainda Santana. Outro fato, apontou, foi a recuperação do agronegócio. ?O setor enfrentou um período de dificuldades no final do ano passado e no primeiro semestre deste ano, mas agora é a recuperação é evidente?, destaca o assessor econômico.
Santana apontou ainda a recuperação do preço da soja no mercado internacional, das exportações de aves, a certificação da extinção da febre aftosa no Estado, as boas expectativas em relação à colheita da safra de verão, como fatores bom desempenho do agronegócio. ?As mesmas variáveis que prejudicaram o desempenho do setor no primeiro semestre agora provocam a superação de suas limitações?, explicou.
Outros fatores também estão atuando para estimular a economia com um todo, disse Santana. Ele lembrou a continuidade da queda dos juros na economia, cujos efeitos refletem positivamente nas vendas. Também o aumento da oferta de crédito extra no mercado para o consumidor e para a área de construção civil. ?Os bancos estão oferecendo financiamentos para diferentes faixas de renda que contribuem para o aquecimento da atividade do comércio?.
Interior – As regiões de Londrina e Maringá, que apresentaram maior crescimento no mês de outubro em relação a setembro, exercem uma influência na atividade comercial de todo Norte do Paraná. Isso porque, segundo a Fecomercio, essas regiões são pólo de uma estrutura agroindustrial e farmacêutica mais fortes.
O mesmo desempenho não aconteceu na região Oeste porque a região ainda está se recuperando das dificuldades enfrentadas pela indústria de carnes. Muitos frigoríficos de Cascavel e Toledo só agora estão retomando as exportações.
Na Região Metropolitana de Curitiba, o aumento de 8,15% nas vendas foi bastante significativo e, ainda segundo a Fecomercio, reflete o aumento de dinheiro em circulação. Santana atribui esse resultado às eleições que mobilizou muitos cabos eleitorais e pagamentos de cestas básicas.


