Vaticano boicota ato em memória do Holocausto

O embaixador do Vaticano em Israel disse que ele boicotará na próxima semana um serviço religioso que ocorrerá em memória aos judeus mortos, no Museu do Holocausto em Israel. Segundo ele o museu retrata de maneira negativa a conduta do Papa Pio XII, que governava a Igreja Católica Romana na época da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

O Monsenhor Antonio Franco disse que ele se recusa a participar do serviço anual em memória das vítimas do Holocausto em Yad Vashem, enquanto o museu continuar a exibir uma fotografia de Pio XII, abaixo da qual uma legenda afirma que ele reconhecia a existência do regime nazista e nada fez para condenar o racismo, o anti-semitismo e o extermínio dos judeus. "Eu não quero ir a Yad Vashem, se as coisas continuarem como estão", disse.

Pio XII, que foi pontífice durante a guerra, foi criticado durante décadas por não fazer o suficiente para salvar os judeus durante o Holocausto. Seis milhões de judeus foram mortos pelos nazistas, em uma tentativa de exterminar os judeus europeus. O Vaticano tem tentado defender o papa do tempo da guerra, ao insistir que Pio XII desenvolveu uma discreta diplomacia que na realidade salvou milhares de judeus do genocídio.

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