Varig não aceita distribuir suas aéreas de check-in

Terminou sem acordo a reunião realizada na manhã desta terça-feira (08) entre a Infraero, a Varig e as demais empresas do setor aéreo para discutir distribuição temporária das áreas de check-in da Varig.

Apesar de a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) ter determinado à Infraero, no dia 24 de julho, a "imediata transferência" de parte das áreas de check-in da Varig para as demais companhias, a aérea não quer devolver os espaços. Por meio de seus advogados, do escritório de Roberto Teixeira, a companhia informou ontem à Infraero que não irá ceder as áreas. A empresa argumenta que o direito de uso das áreas, assim como os direitos de vôo (slots), foram congelados por decisão judicial e que assim devem permanecer enquanto durar a recuperação judicial, ou seja, por mais dois anos.

Isso significa manter balcões de check-in até mesmo em cidades onde ela não mais opera e onde não pretende operar pelos próximos dois anos, como por exemplo Caxias do Sul.

Com apenas 3% do mercado doméstico, a Varig detém os mesmos espaços nos aeroportos que mantinha quando tinha 45% de participação. Concorrentes como TAM e Gol argumentam que suas operações estão sofrendo atrasos por conta de problemas de atendimento nos balcões. Em aeroportos concorridos, como o de Congonhas, em São Paulo, os balcões da TAM e da Gol são insuficientes para atender ao aumento da demanda provocado pela crise da Varig, e os passageiros têm de enfrentar filas para fazer o check-in.

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