O governo da Bolívia reafirmou que recomprará as refinarias da Petrobras no país e reiterou que pagará pontualmente o governo brasileiro. Os bolivianos fizeram questão de expressar seu descontentamento com declarações dadas na terça-feira pelo presidente da Petrobras Bolívia, José Fernando de Freitas, que ameaçou romper o acerto caso o governo de Evo Morales não efetue a primeira parte do pagamento até o dia 11 de junho, como prevê o acordo entre os dois países.
A Bolívia pagará US$ 112 milhões pelas duas refinarias, como parte do processo de nacionalização do setor de hidrocarbonetos do país, anunciado em maio de 2006 por Evo. Uma delas fica em Cochabamba e a outra, em Santa Cruz de la Sierra.
"Desde o momento em que ambas as partes aceitaram a recompra das refinarias, demos um mês para assinar o contrato respectivo, prazo que termina em 10 de junho. Nesse dia, o contrato será assinado e o Estado boliviano honrará o compromisso", afirmou, em um comunicado, o ministro de Hidrocarbonetos da Bolívia, Carlos Villegas.


