O empresário Marcos Valério Fernandes de Souza negou a declaração do ex-ministro de Obras Públicas de Portugal António Mexia, dada ao jornal português "Expresso", de que a conversa mantida entre eles e o presidente da Portugal Telecom, Miguel Horta e Costa, transcorreu por ter Valério se apresentado como consultor do governo brasileiro.

"Não confirmo esta declaração", disse, em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Mensalão. Segundo ele, seria um "conto da carochinha" identificado-se ao presidente da Portugal Telecom, a maior companhia portuguesa, como representante da administração federal brasileira, e a multinacional aceitar tal condição.

Valério confirmou ter contado com o auxílio do ex-secretário nacional de Finanças e Planejamento do PT Delúbio Soares para agendar um encontro entre o deputado José Dirceu (PT-SP) e a direção do Banco do Espírito Santo (BES).

"A reunião foi para apresentar os investimentos do Espírito Santo no Brasil em hotelarias, fazendas, pecuária, os 2% que possuem do Bradesco e a sociedade no UOL (Universo On-Line)", relatou. Sobre o relacionamento com Dirceu, o empresário disse ser "conhecido" dele e que hoje o considera "inimigo".