O empresário Marcos Valério Fernandes de Souza rejeitou hoje a análise de membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Correios de que, entre 2000 e 2005, as contas bancárias das agências de publicidade dele movimentaram R$ 210 milhões em empréstimos e não os R$ 55,21 milhões por ele reconhecidos.

"De 2000 a 2002, tomamos empréstimos normais, de capital de giro, mas nada que chegue a esse montante", afirmou, ao insistir que, nos R$ 55,21 milhões sacados, não haveria nenhum outro nome além da lista por apresentada hoje. Valério citou nomes com o do líder licenciado do PT na Câmara, Paulo Rocha (PA), do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, do publicitário Duda Mendonça e da sócia dele, a publicitária Zilmar Fernandes Silveira, entre outros.

Ao responder às indagações do deputado José Rocha (PFL-BA), o empresário confirmou ter se hospedado, em várias ocasiões, no Hotel Gran Bittar, em Brasília, mas negou que tenha participado de festas com a presença de parlamentares e prostitutas.

"Nego ter participado de festas de orgia, ou qualquer outra coisa. Só confirmo (as informações) do quarto que me hospedei."