O empresário Marcos Valério Fernandes de Souza admitiu hoje, em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Mensalão, ter apoiado com material de publicidade os deputados Virgílio Guimarães (PT-MG) e Roberto Brant (PFL-MG) na campanha de 2002.

Valério confirmou ter também favorecido a candidatura do deputado João Paulo Cunha (PT-SP), em 2003, a presidente da Câmara. "Ajudei, por meio da empresa de eventos Multiaction, da qual sou sócio, com banners e layout", informou.

Ele negou haver relação entre o apoio a João Paulo e a vitória da agência de publicidade SMP&B Comunicação na concorrência pública para administrar a conta de publicidade da Casa.

"Na eleição anterior à presidência da Câmara (quando o governador de Minas Gerais Aécio Neves venceu ), a empresa Olgari ajudou o candidato e a empresa Denison, do mesmo grupo, ganhou a conta", relatou, ao acrescentar que não questionava o resultado por ter passado por um "processo público de licitação".

"Não fiz nada que me envergonhe na campanha de João Paulo Cunha", reiterou. Em seguida, Valério declarou que "o mar de lama" não era só ele.

"Errei nos empréstimo, sim, mas minhas empresas eram boas e ganharam prêmios", afirmou. O empresário também admitiu ter ajudado com "folhetos" a candidatura do deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) a presidente da Câmara, no início deste ano. "Para o Severino Cavalcanti (presidente da Casa), nada", disse.