Por isso a Urbs pede a colaboração de todos passageiros, especialmente nessa época das festas de fim de ano, para que evitem dar dinheiro aos pedintes e comprar produtos de vendedores ambulantes irregulares. A falta de "clientes" é o jeito mais eficaz para desestimular esse tipo de ação ilegal.
As equipes de fiscais da Urbs que percorrem os terminais e estações-tubo da cidade recebem diariamente muitas reclamações de passageiros abordados de forma agressiva, intimidadora ou inconveniente por ambulantes e pessoas que pedem contribuições para entidades que algumas vezes nem existem.
Há casos de pedintes que simulam doenças e sobrevivem às custas da ingenuidade dos passageiros. A reclamação mais recente deste tipo recebida pela Urbs revelou o golpe de um homem que teria sido submetido a colostomia e portanto utilizaria bolsa excretora e que ameaçava levantar a camisa se a mulher não lhe desse dinheiro.
A queixa mais comum dos passageiros, no entanto, é contra representantes de uma associação de ex-drogados que daria apoio a dependentes químicos. Eles tentam vender canetas dentro dos ônibus, intimidam os passageiros e ofendem motoristas e cobradores. "Eles jogam o saquinho com as canetas no colo de quem está sentado e depois perguntam gritando se a gente não vai ajudar. Quando o motorista pede para eles pararem de perturbar os passageiros, eles mandam calar a boca e continuar dirigindo", relatou um usuário das linhas da região central da cidade que fez a reclamação à Urbs através da central telefônica 156.
As denúncias feitas diretamente aos fiscais da Urbs ou pelo telefone 156 (que atende 24 horas por dia) ajudam a empresa a planejar com mais eficiência as ações de fiscalização. Os motoristas e cobradores das empresas que operam as linhas de ônibus também estão orientados a acionar a Guarda Municipal e até a Polícia Militar quando for necessário.
Em vez de dar esmola, quem quer ajudar de verdade pode contribuir para o Fundo Municipal da Criança e do Adolescente, pelo telefone 0800-6454510, ou para o Fundo Municipal de Assistência Social, com maiores informações pelo site da Prefeitura de Curitiba (www.curitiba.pr.gov.br). Para saber quais entidades assistenciais realmente fazem um trabalho sério, o interessado pode procurar a Fundação de Ação Social (FAS), pelo telefone 156 ou nos núcleos regionais das Ruas da Cidadania.