A União Européia (UE) se queixa das barreiras para seus produtos no mercado brasileiro e nos demais países emergentes e lançou uma estratégia para derrubar os obstáculos a suas exportações. "Temos sérias preocupações em relação ao Brasil’, afirmou o comissário de Comércio da UE, Peter Mandelson, que prometeu ações duras para abrir os mercados também da China, Índia e Rússia.

Mandelson, que qualificou esses países de "teimosos" em relação aos obstáculos ao comércio, alertou que a UE pode tomar medidas mais duras se o diálogo não tiver resultado, inclusive com a abertura de disputas nos tribunais da Organização Mundial do Comércio (OMC). Para o xerife do comércio europeu, as empresas da região estão tendo prejuízos bilionários com os entraves nos países emergentes. Só na China as perdas seriam de 20 bilhões de euros.

"As empresas européias dependem dos mercados externos para alimentar o crescimento econômico da região e criar empregos", afirmou Mandelson, defendendo que o setor produtivo possa competir de igual para igual no exterior. A luta de Bruxelas será contra barreiras não-tarifárias, como questões técnicas e fitossanitárias, além de temas como lentidão nas aduanas, impostos considerados injustos para empresas estrangeiras e tratamento diferenciado para companhias nacionais em licitações públicas, incentivos ou proteção de propriedade intelectual.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo