Um homem foi o personagem da semana deste País que tem o futebol como elemento fundamental de compreensão da sociedade. Washington, 33 anos, atacante do Fluminense do Rio de Janeiro, foi o herói da classificação de seu time para a semifinal da Copa Libertadores da América, eliminando outro time brasileiro, o São Paulo. Ele fez dois gols e conseguiu colocar seu time no confronto contra o forte Boca Juniors, da Argentina.

E o que Washington, que já atuou no futebol paranaense (Paraná Clube e Atlético), tem de diferente? Ele é um exemplo de valentia – não à toa seu apelido é ?Coração Valente?, dado pela torcida atleticana. Há seis anos, exames de rotina mostraram problemas cardíacos no atleta, devido à diabetes. Ele se afastou do esporte e veio se tratar em Curitiba, onde conseguiu a recuperação graças à sua persistência, à tenacidade do médico Costantino Costantini e ao apoio do Atlético, que lhe deu guarida quando ninguém o queria.

Foram dois anos de tratamento, com cirurgias e centenas de exames complementares.

E Washington voltou, como um dos atacantes mais importantes do futebol brasileiro. Brilhou no Furacão e foi ser artilheiro no futebol japonês.

Este ano, atuando no Rio de Janeiro, sua história foi potencializada. Durante a semana que passou, sua vida foi destrinchada pela mídia e se descobriu a beleza de sua trajetória, sem desistir de seus sonhos um momento sequer.

Ser um vencedor como Washington não é fácil.

Ele abdicou de tudo que o futebol tem de excesso para manter-se em forma e nunca reclamou disso. É um atleta agregador, querido pelos companheiros e tomado como referência pelos técnicos.

Além disso, é importantíssimo para sua equipe.

Com tantas virtudes, o centroavante do Fluminense é também exemplo para os sedentários. Se Washington, que encarou tantos desafios, passou por todos e sorri para as adversidades, tem-se a obrigação de seguir lutando, mantendo a saúde e conquistando as pequenas vitórias de cada dia.