A Universidade Federal do Paraná (UFPR) conseguiu vencer todas as disputas jurídicas travadas até o momento que questionavam as cotas sociais e raciais no vestibular. Segundo a assessoria, foram 37 ações. Dos três candidatos que tinham conseguido fazer a matrícula com liminares o último teve a decisão suspensa quarta-feira pela desembargadora Silvia Goraieb, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre.

Alegando "relevância da questão", a desembargadora concedeu efeito suspensivo para a decisão do juiz da 6ª Vara Federal de Curitiba, Fernando Quadros da Silva, que tinha determinado que a UFPR matriculasse Rosiane Tatiana Toporoski no curso de Medicina. O juiz argumentara que ela estaria aprovada se a reserva de vagas não existisse, pois alcançaria o 144º lugar. O curso oferece 176 vagas, mas 70 eram reservadas aos cotistas.

Além dela, a aluna Elis Wendpap Ceccatto, que freqüentava as aulas de Direito, e o estudante de Engenharia Química Gabriel Padilha da Silva Freitas já tinham perdido o direito também por decisão do TRF. Uma das advogadas que defendem Rosiane e Elis, Luciana Mayrhofer de Oliveira, disse que o escritório vai entrar segunda-feira com agravo regimental no próprio TRF.