O Governo do Estado autorizou a assinatura de termo aditivo ao convênio técnico-financeiro com a Universidade Estadual de Maringá (UEM) no valor de R$ 47 mil, para a análise de 1.065 amostras de água in natura e água tratada destinada ao consumo humano em municípios pertencentes às regionais de Saúde de Maringá e Umuarama. Serão realizadas 355 análises durante três meses, quanto ao aspecto bacteriológico e físico-químico. Desde a realização do convênio, em 2004, foram realizadas mais de quatro mil amostras de água em 115 municípios da região.

O convênio faz parte da descentralização dos laboratórios de análise da água em todo o Estado com a instalação de laboratórios regionais. De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde e Pesquisa, Vera Drehmer, a descentralização torna o processo mais ágil, possibilitando a capacitação de mão-de-obra especializada ao contratar técnicos locais. ?O acesso da população aos laudos também será facilitado?, afirmou.

Rede

De 2000 a 2004, a média de análises realizadas sem a implantação da rede era de mil amostras por ano. Essa análise era feita somente pelo Laboratório Central do Estado do Paraná (Lacen). Com a implantação da rede de laboratórios regionais, em 2004, o número de amostras subiu 12 vezes e tem aumentado a cada ano.

Além do Lacen, as regionais de Saúde de Pato Branco, Foz do Iguaçu, Cianorte, Apucarana, Jacarezinho e Ivaiporã fazem a análise da água em suas regiões. As de Campo Mourão, Paranavaí, Cornélio Procópio e Toledo já possuem o laboratório e, até o final do ano, estarão em funcionamento.

A Secretaria ainda possui parceria com as Universidades Estaduais de Londrina e Ponta Grossa, além da Universidade do Oeste e da Universidade do Centro-Oeste do Paraná, para fazer análises da água.

Das 12 mil amostras analisadas anualmente, cerca de oito mil são feitas nas universidades e os outros quatro mil são divididos entre o Lacen e a laboratórios regionais. O número de análises feitas, vem aumentando gradativamente. Em 2006, apenas de janeiro a julho, foram feitas mais de oito mil amostras.

Análise

A Vigilância Ambiental da Secretaria de Estado da Saúde analisa a água de todas as formas de abastecimento: sistema público, municipal e soluções alternativas (poços e fontes). Segundo o chefe da Divisão de Ação Sobre o Meio da Secretaria de Saúde, Celso Luiz Rúbio, o principal objetivo do trabalho é prevenir doenças. ?A falta de cuidado pode transformar a água em um grande veículo transmissor de doenças?, explica.

O monitoramento é feito através da análise microbiológica, na qual se verifica a presença ou não de bactérias que podem causar doenças e da análise físico-química, em que é analisada a turbidez (limpidez da água), o flúor e o controle da dosagem do cloro.

Rúbio ressalta ainda que o responsável pelo abastecimento da água tratada deve realizar o seu monitoramento, ?o trabalho da Secretaria é verificar se o controle realizado é eficiente.?