Turistas assaltados terão proteção até deixarem o Rio

Até terça-feira, quando deixarão o Rio, os turistas europeus assaltados ontem ao chegarem à cidade contarão com a proteção de um guarda municipal à paisana, que os acompanhará o dia todo. Eles receberão uma ajuda de custo para se manterem, terão uma van e um guia de turismo à disposição e poderão fazer passeios e refeições em restaurantes e hotéis gratuitamente. Mesmo assim, o grupo antecipou a volta para casa em quatro dias

As ofertas foram feitas hoje pelo secretário estadual de Turismo Eduardo Paes, representantes da Riotur (do município) e da rede hoteleira, numa reunião com os turistas no hotel Orla, em Copacabana, onde parte deles está hospedada. Apesar de ainda assustados com o assalto, ocorrido na madrugada de ontem, os estrangeiros – três croatas, dois alemães e um austríaco – se disseram satisfeitos com a atenção dispensada pelas autoridades.

O secretário, que lhes pediu desculpas em nome do governador Sérgio Cabral Filho, disse que o tratamento diferenciado se aplica porque "esse foi um caso especial", ocorrido justamente quando a Linha Vermelha teve o policiamento reforçado e em que houve uso de violência (a van dos turistas foi interceptada na Linha Vermelha, quando saía do Aeroporto Internacional Tom Jobim e os bandidos, armados, a levaram até a entrada de uma favela). "É uma obrigação do Estado pedir desculpas e tentar recompensá-los", afirmou Paes.

Ainda não há pistas dos assaltantes dos europeus. O delegado Gilberto Ribeiro, novo chefe de Polícia Civil do Rio, disse que o assalto foi uma "situação atípica" – apesar de outros turistas já terem sido roubados na saída do aeroporto. Para Ribeiro, o caso não está relacionado a quadrilhas que têm como alvo o transporte de turismo. De qualquer forma, ele determinou que seja feita investigação específica deste tipo de crime.

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