A diretoria do Tupi, de Juiz de Fora (Minas Gerais), ainda luta para registrar o maior reforço de sua história na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e não descarta a hipótese de ir à Justiça comum para dar condições de jogo ao atacante Romário, de 40 anos. Ele foi anunciado como o astro da equipe que enfrenta na quinta-feira o Democrata, pela Taça Minas, em Juiz de Fora.
A CBF, no entanto, já anunciou que o craque não pode disputar partidas oficiais no Brasil até o fim do ano. O motivo: o prazo de transferência para quem atuava fora do País expirou no dia 31 de agosto e, até setembro, Romário defendeu o Miami FC, dos Estados Unidos. Com o veto, a diretoria já admitiu ter um plano B.
"O objetivo é continuar com ele no ano que vem. Já estamos agendando amistosos e torneios paralelos até o fim do ano. A gente quer que Romário dispute pelo Tupi a Primeira Divisão do Campeonato Mineiro de 2007", disse diretor-geral do clube, Antônio Braga.
Apesar do comunicado da CBF, Romário treinou nesta terça-feira pela primeira vez com os novos companheiros de time. A cidade parou para recebê-lo. No estádio, cerca de 200 torcedores acompanharam a movimentação do craque com cantos de incentivo. Nesta quarta, o artilheiro deve disputar o coletivo para o jogo com o Democrata.
O veterano terá como companheiro de ataque o ex-taxista Alan, que largou a profissão há sete meses para arriscar a sorte nos gramados. O atleta, de 27 anos, parecia não acreditar na contratação de Romário, em plena ‘campanha’ para tentar chegar ao milésimo gol. Pelas suas contas, faltam apenas 16. "Isso nem passava pela minha cabeça. E hoje posso realizar esse sonho", disse Alan, ansioso por poder atuar ao lado de Romário pelo menos num treinamento.


