O deputado Geovani Silva (PTB) foi eleito nesta segunda-feira presidente da Assembléia Legislativa do Espírito Santo, mas o resultado pode ser invalidado, porque cinco parlamentares que foram afastados pela Justiça participaram da votação.

Sérgio Borges (PMDB), José Tasso (PTC), Gilson Amaro (PPB), Marcos Gazzani (PGT) e Gilson Gomes (PFL) foram afastados pela Justiça no sábado, logo após tomarem posse. Durante a tarde a liminar foi cassada. O Ministério Público recorreu e ganhou no início da noite.

Depois da posse de Geovani Silva, oficiais de Justiça tentaram entrar no plenário para levar a decisão do desembargador Amin Abiguenem, do Tribunal de Justiça, que decidiu manter o afastamento dos deputados, mas foram impedidos por seguranças. Houve agressões.

Manifestantes ocuparam corredores do prédio da Assembléia. A tropa de choque foi chamada, mas não teria entrado em ação.

Segundo informações do Jornal Nacional, da Rede Globo, na semana passada, o Ministério Público já tinha pedido a prisão preventiva dos cinco deputados. Hoje, teria sido pedida a prisão de mais dois. Eles são suspeitos de terem recebido R$ 30 mil para votar a favor da reeleição do ex-presidente da Assembléia Legislativa, José Carlos Gratz (PFL), em 2000. Geovani Silva é do mesmo grupo do ex-presidente.