Por causa de divergências entre os depoimentos de Maria da Penha Lino, ex-assessora do Ministério da Saúde, e Luis Antônio Vedoin, sócio da Planam, o senador Romeu Tuma (PFL-SP) vai sugerir à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Sanguessugas que faça uma acareação entre os dois. 

Ao sair do depoimento de Vedoin hoje (3) na Polícia Federal (PF), o senador não quis adiantar quais seriam as divergências. Segundo ele, o dono da Planam afirmou que a empresa não teve influência na contratação de Maria da Penha pelo ministério.

O presidente da comissão, deputado Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ), descartou a hipótese de acareação. Na avaliação dele, o depoimento de Vedoin foi "elucidativo, detalhado, firme e verossínmel". "Ele conhece a operação".

Segundo Tuma, Vedoin confirmou à PF que negociava com assessores do gabinete do senador Ney Suassuna (PMDB-PB). ?Ele falou com bastante ênfase sobre secretários e membros do gabinete do Ney Suassuna?.

Ainda segundo o senador, Vedoin confirmou o pagamento de R$ 35 mil ao genro da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) e, para comprovar a veracidade da declaração, ainda pediu que o sigilo do genro da senadora fosse quebrado. "Não sei se a polícia já o fez", disse Tuma. "Temos de fazer a ligação do dinheiro com a senadora. Recebeu em nome de quem e por que".

O dono da Planam também falou sobre o carro emprestado ao senador Magno Malta (PL-ES), mas, segundo Tuma, a informação ainda precisa ser confirmada pela CPMI. Vedoim disse ainda que a planam trocou ofício com vários ministérios e Tuma disse que vai pedir por escrito a degravação dos textos referentes às investigações que a corregedoria está fazendo.