TSE colocará militares à paisana para impedir boca de urna

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nelson Jobim, anunciou há pouco, em entrevista coletiva, que serão colocados em alguns Estados militares à paisana para detectar a campanha de boca de urna, que é ilegal.

Jobim lembrou que o aliciamento eleitoral pode ser punido com prisão de seis meses a um ano e com multas entre R$ 5 320 mil e R$ 15,961 mil.
Nelson Jobim não quis dar detalhes sobre a operação contra o aliciador, porque, segundo ele, isso impediria o flagrante da prática ilegal no dia da eleição. 

O presidente do TSE fez um apelo aos eleitores para que denunciem a boca de urna. ?O candidato está pagando um aliciador. Logo, isso é dinheiro sujo, produto de corrupção. Vamos apelar para que todos denunciem em nome da honorabilidade das eleições no País?, afirmou. O presidente do TSE salientou que nem os governadores e nem os tribunais regionais terão conhecimento dos detalhes da operação contra os aliciadores.  

Jobim lembrou que é preciso não confundir a boca de urna com a manifestação da preferência do eleitor, por meio de camisetas, adesivos e bandeiras que ele esteja portando no dia da votação. ?O aliciador é aquele que é pago para pressionar alguém para votar a favor de algum candidato?, ressaltou o ministro. Ele não acredita que o estímulo que o TSE está fazendo ao uso da cola, com os números dos candidatos, possa ser um instrumento de campanha de boca de urna.

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