Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovaram na noite da última terça-feira (24) um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que seja ampliado para R$ 115 milhões o limite de gastos de sua campanha à reeleição.

No início do período eleitoral, o presidente havia informado que pretendia gastar no máximo R$ 89 milhões com a campanha. Os R$ 26 milhões adicionais deverão ser consumidos na campanha do segundo turno, informou o TSE.

A legislação eleitoral permite que os candidatos peçam revisões dos seus limites de gastos. Na campanha presidencial de 2002, Lula informou que seu comitê financeiro nacional arrecadou R$ 33 milhões e gastou R$ 33,7 milhões.

Também ontem, o TSE concedeu ao candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, o direito de responder a supostas ofensas veiculadas na propaganda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na propaganda do petista, foi dito que durante o governo de Alckmin não foram instaladas 69 CPIs que investigariam supostas irregularidades da administração. O relator da ação no TSE, ministro Marcelo Ribeiro, concluiu que havia uma referência direta a Alckmin e, por esse motivo, entendeu que deveria ser concedido o direito de resposta.