As autoridades iraquianas anunciaram a prisão de dois seguranças e um funcionário na investigação que pretende descobrir quem insultou Saddam Hussein quando ele estava na forca e fez fotos com o celular mostrando seu corpo dependurado na ponta de uma corda. O vídeo não autorizado motivou protestos por parte de árabes sunitas em várias cidades iraquianas e ameaça transformar o ex-ditador em um mártir.
Ontem, a administração Bush enviou sinais conflitantes sobre a condução da execução, com a Casa Branca evitando se juntar às críticas e o Departamento de Estado e os militares norte-americanos levantando dúvidas publicamente. A segunda pergunta em relação à conduta da execução surgiu quando veio à tona um vídeo sobre quatro norte-americanos e um austríaco seqüestrados em novembro, no sul do Iraque.
Os reféns falaram brevemente e apareceram sem ferimentos em um vídeo que se acredita ter sido gravado quase duas semanas atrás e enviado ontem à agência de notícias Associated Press. Os homens – agentes de segurança do Grupo Crescent Security, com sede no Kuwait – apareceram separadamente no vídeo editado, e três deles disseram que estavam sendo bem tratados.
Eles foram seqüestrados em 16 de novembro quando supostos milicianos que usavam uniformes da polícia iraquiana armaram uma armadilha contra um comboio de caminhões escoltados pela empresa em uma estrada perto da cidade de Safwan, no sul do Iraque. Em atos de violência registrados hoje, duas bombas explodiram no bairro de Mansour, em Bagdá, matando 13 pessoas e ferindo pelo menos 25, afirmou a polícia. Mansour é basicamente um bairro sunita na região oeste de Bagdá.