O coordenador da Unidade Técnico-Administrativa de Gerenciamento (UTAG), Wilson Justus, que acompanhou nesta segunda-feira (10) a visita do especialista do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Mario Durán, a Curitiba afirmou que o projeto que vai transformar o trecho urbano da BR 476 em uma avenida não prevê a implantação de passarelas para a travessia de pedestres.

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"A BR não será mais uma rodovia, mas sim uma avenida da cidade. Por isso em trechos como este, não cabem passarelas", explica o coordenador. "O cruzamento será em nível, com semáforos, sinalização horizontal (pintura), calçada. O pedestre terá segurança nas travessias", completou.

Justus comparou, no caso da implantação de passarelas, o Eixo Metropolitano, que será a maior avenida de Curitiba, à Avenida Kennedy. "Esta é uma via onde o pedestre tem semáforos que permitem a sua travessia. Se implantássemos passarelas os pedestres não as utilizariam", defendeu.

O grupo que acompanhou o especialista do BID em Curitiba percorreu a BR 476 entre o Pinheirinho e o Atuba. Eles estiveram ainda na Avenida Brasília e Santa Bernadethe e na rua Mário Tourinho, onde serão realizadas as obras para a implantação de três importantes binários. A expectativa da UTAG é que as primeiras obras comecem ainda no primeiro semestre.

Mario Durán é natural da Costa Rica e é um especialista em transporte. Ele esteve em fevereiro deste ano e, antes disso, em 2003. "Como engenheiro especialista em transporte tive que conhecer Curitiba, que tem um dos melhores sistemas de transporte público", definiu.

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