A greve dos controladores de vôo da semana passada transformou a Páscoa deste ano num feriado atípico. Ela afugentou passageiros dos aeroportos, provocou redução da venda de pacotes turísticos e cancelamento de reservas. Em muitos casos, porém, os turistas não desistiram da viagem; só mudaram o meio de transporte e o destino. Algumas das principais estradas de São Paulo registraram movimento no mínimo semelhante ao da Páscoa passada, enquanto a Polícia Rodoviária Federal (PRF) projetou aumento de 30% no movimento nos 60 mil quilômetros da malha federal. A demanda também cresceu em algumas linhas nos terminais rodoviários.

A Socicam, que administra os terminais do Tietê, Barra Funda e Jabaquara, informou esperar um movimento igual ao de 2006. Cerca de 640 mil pessoas devem passar pelos terminais até segunda. No Tietê, a previsão era de 60 mil pessoas por dia no feriado – a média normal é de 33 mil.

Enquanto isso, quem insistiu em viajar de avião no feriado não se arrependeu. O movimento foi tranqüilo, sem filas, nos principais aeroportos do País. Segundo a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), dos 1.366 vôos programados até as 18 horas, 10% atrasaram. Em São Paulo, dos 394 vôos previstos até as 18 horas nos Aeroportos de Congonhas e Cumbica, Guarulhos, 40 sofreram atrasos de mais de uma hora. A expectativa da Infraero em Congonhas é de que a média diária de passageiros seja de 40.200 na Páscoa. Em Cumbica, a previsão para todo o feriado é de 192 mil pessoas. As companhias aéreas não divulgaram balanços do movimento de Páscoa. Mesmo sem fornecer números, uma delas, a BRA, garantiu que não registrou queda nas vendas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.