Os meios de comunicação dificilmente terão acesso à divulgação direta do julgamento de Suzane Von Richthofen, assassina confessa dos próprios pais, marcado para a próxima segunda-feira no 1º Tribunal do Júri da capital. A defesa de Suzane impetrou habeas-corpus com pedido de liminar a fim de proibir o trabalho da imprensa no julgamento. O pedido de liminar será decidido amanhã pelo desembargador Damião Cogan

A previsão é de que Cogan conceda a liminar, uma vez que ele foi autor de representação à presidência do tribunal de Justiça para cassar autorização de acesso irrestrito da mídia ao julgamento, dada pelo presidente do 1º Tribunal do Júri. O julgamento seria transmitido em âmbito nacional

O vice presidente do TJ Caio Eduardo Canguçu de Almeida, acolheu parcialmente a representação, limitando o acesso da mídia ao início dos trabalhos, com a composição do corpo de jurados, e ao encerramento, quando seria lida a sentença. A defesa de Suzane quer proibir também essa parte entendendo que causaria constrangimento à Suzane

O desembargador Damião Cogan também negou liminar requerida em habeas-corpus pelos defensores de Suzane, que pretendiam que a gravação de entrevista que Suzane concedeu à Rede Globo, na qual tentou se passar por uma menina ingênua e desamparada, fosse retirada do processo crime.