O Tribuna de Justiça (TJ) criou hoje (03) a primeira Câmara Extraordinária que auxiliará na vazão de 550 mil processos que aguardam distribuição em primeira instância. Para integrá-la, foram designados três juízes de primeira instância: Alexandre Augusto Pinto Moreira Marcondes, Paulo Furtado de Oliveira Filho e Rodrigo Marzola Colombini. O Presidente do TJ, desembargador Luiz Tâmbara prevê que até o final do mês serão criadas cerca de 40 novas Câmaras Extraordinárias, integradas por juízes de primeira instância. A distribuição dos processos aos juízes designados inicia-se no próximo dia 10.

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A criação das Câmaras Extraordinárias, que participarão de um multirão para dar vazão aos processos represados em segunda instância, foi autorizada ontem (02) pelo Órgão Especial do TJ, por 25 votos a zero. A questão foi levantada por Luiz Tâmbara que expôs a "situação caótica" do Judiciário paulista com o acúmulo de processos, em conseqüência da incorporação ao TJ dos tribunais de alçada, determinada pela reforma judiciária.

Tâmbara deixou claro que a adesão dos juízes de primeira instância que participarão do mutirão, sem prejuízo às suas atividades normais é espontâneo. "Ninguém será coagido a aderir".

Cada juiz receberá 300 processos, recebendo diárias que em 12 meses somarão R$ 21 mil, enquanto o Ministério Público paga aos promotores, pelo mesmo serviço, cerca de R$ 12 mil. Informou ainda que cerca de 190 juízes de primeira instância já se inscreveram

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Interpelação

Tâmbara interpelou o desembargador Celso Limongi, presidente da Associação Paulista dos Magistrados Apamagis, e integrante do Órgão Especial, sobre assembléia convocada pela entidade para o próximo sábado, para discutir as convocações.

Visivelmente agastado, o presidente do TJ disse não ter recebido nenhuma comunicação da Lamaçais, sobre a assembléia, que seria uma ingerência endivida da entidade em questões administrativas do Tribunal. Acrescentou que ficou sabendo da assembléia por um aviso afixado no elevador.

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Limongi respondeu que "não há intenção de afrontar o tribunal". O objetivo é "trazer soluções para o problema". Admitiu, porém, "que sente resistência" de alguns juízes à convocação. Assim, pretende na assembléia "verificar se as condições oferecidas são aceitáveis". Há divergências quanto a alguns aspectos, pois juízes entendem que serão sacrificados, pois não existe estrutura de apoio e faltam até funcionários para digitação. Alguns desembargadores ponderaram que o TJ está apenas "procurando resolver um problema ao qual não deu causa".

O prazo para inscrições de juízes se encerrará no próximo dia 31. O TJ espera distribuir aos voluntários 150 mil dos 550 mil processos represados.