O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, pode ser convocado a qualquer momento para depor como testemunha no inquérito aberto na Polícia Federal para apurar a quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa. Dois assessores de Thomaz Bastos estiveram na casa do ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, no dia 16, quando o então presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Jorge Mattoso entregou-lhe cópia do extrato do caseiro.
Ministros do STF disseram hoje que não é necessário abrir um inquérito para ouvir Thomaz Bastos. Segundo eles, o ministro da Justiça pode ser convocado para falar como testemunha. Como ministro de Estado, ele poderá combinar com a Polícia o local, a data e o horário do depoimento.
Além de terem afirmado que Thomaz Bastos pode falar como testemunha no caso sem a necessidade de ser aberto o inquérito, integrantes do STF disseram que o ministro da Justiça deveria, espontaneamente, ir à Polícia para acabar com as dúvidas sobre o episódio. Segundo eles, Thomaz Bastos também poderia ir ao Congresso, espontaneamente, para prestar informações.


