Dias depois de assinar em Londres, na última quinta (7), um acordo de cooperação com o Reino Unido para combater a lavagem de dinheiro, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, faz um balanço do que significa esse acordo para o Brasil. "A cooperação vai tornar, tanto para a Inglaterra quanto para o Brasil, o trabalho mais eficiente e fecundo", disse ele, à Agência Brasil.

O acordo de cooperação jurídica irá facilitar a troca de informações, investigações e execução de ações sobre lavagem de dinheiro, evasão fiscal e demais crimes entre os dois países. Com o acordo, será possível diminuir a burocracia em processos e compartilhar documentos, atuar na coleta e produção de provas, realizar buscas e apreensões, intimações, restituição de bens e valores e bloqueio de contas suspeitas. Em casos excepcionais, será permitido ainda, repatriar dinheiro de origem ilícita antes de sentenças judiciais definitivas. "Fizemos várias reuniões a respeito desses itens e acredito que isso vai nos ajudar muito no futuro", completa.

O ministro visitou, também, organizações encarregadas de trabalhar com penas alternativas. "Tivemos cinco ou seis reuniões à esse respeito, todas elas muito produtivas e mostram a necessidade que há no Brasil de se criar uma cultura de imposição de penas alternativas à pena de prisão". Para Thomas Bastos, as penas alternativas são uma forma de humanizar o sistema prisional. "Esse tipo de pena diminui a reincidência e tem utilidade maior para a sociedade" ressalta.

A lavagem de dinheiro é uma das modalidades mais freqüentes e sofisticadas do crime organizado em todo o mundo. Para combatê-la o Brasil tem acordos de cooperação com diversos países, entre eles Colômbia, Estados Unidos, França e integrantes do Mercosul.

O ministro também visitou o Corte Suprema, para conhecer o funcionamento do sistema judiciário anglo-saxão, e várias organizações de combate ao crime organizado que, segundo ele, realizam um trabalho parecido com o que a Polícia Federal vem fazendo do Brasil.