O diretor-regional executivo da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Roberto Prel,
afirmou hoje (11) que pelo menos seis policiais militares teriam participado da
chacina da Baixada Fluminense. Dos oito policiais presos temporariamente, seis
suspeitos teriam sido reconhecidos hoje por uma testemunha.

O delegado
não quis, entretanto, identificar os possíveis assassinos. "Isto não significa que os seis tenham atirado nas vítimas. Eles são suspeitos de terem participado
do crime. Todos estão sendo investigados pelo homicídio, ou por subtrairem
provas ou por auxiliarem os assassinos. Eles seriam tão responsáveis quanto as
pessoas que atiraram", disse Prel.

Até agora, oito policiais tiveram a
prisão temporária decretada pela Justiça e outros quatro estão detidos
administrativamente pela Polícia Militar. A Polícia Federal está também
investigando a participação de um novo suspeito, que ainda não está preso.
"Tenho idéia de pedir novos mandados de busca e um mandado de prisão", explicou
o delegado.

Os policiais federais na última semana perícias em três
carros que podem ter sido usados nos assassinatos. Foram feitas análises nos
automóveis, em busca de pêlos, cabelos, resíduos de pele, sangue e outros
fluidos, mas os laudos ainda não estão prontos.

A Polícia Civil já havia
confirmado a utilização de um carro Gol prata nos crimes de Queimados e Nova
Iguaçu. No veículo, haviam sido encontradas cápsulas de projéteis e impressões
digitais.

Nesta quarta-feira (13), a Polícia Federal fará uma reunião com o
Ministério Público Estadual para traçar os novos planos da investigação. A
idéia, segundo Roberto Prel, é convidar a Polícia Civil para também participar
do encontro.