Tesouro paga menor juro da história em título externo

Aproveitando o momento favorável da economia brasileira, em que o risco país atinge mínimas históricas, o Tesouro Nacional emitiu US$ 525 milhões em títulos da dívida externa com vencimento em 2017. A operação é uma reabertura de outra captação realizada em 7 de novembro de 2006, mas teve um custo ainda menor para o governo, que em novembro já havia alcançado a menor taxa desde a renegociação da dívida externa, concluída em 1994.

Com o nome de Global 2017, o papel atrelado ao dólar foi emitido com diferença de apenas 1,22 ponto porcentual acima das taxas pagas por papéis do Tesouro americano de mesmo prazo. Na primeira colocação desses papéis, em novembro, o spread havia sido de 1,59 ponto porcentual. O spread capta a diferença de percepção de risco dos investidores entre os papéis brasileiros e os americanos, considerados os mais seguros do mundo.

Com isso, a taxa de retorno ao investidor, que no ano passado foi de 6,249% ao ano, caiu para 5,888%, a mais baixa entre os bônus globais emitidos pelo País. Os papéis emitidos ontem têm uma cláusula característica de países que já alcançaram o chamado grau de investimento, nível ainda não atingido pelo Brasil. A cláusula permite ao País recomprar os papéis dos investidores quando o título estiver sendo cotado em mercado a 0 25 ponto acima dos títulos americanos de 10 anos. Dessa forma, o governo poderá trocar esses papéis por outros mais baratos.

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