O desabamento da última sexta-feira (12) foi o principal acidente ocorrido em obras da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô). Mas não o primeiro. Desde o início da construção da nova linha 4-Amarela do Metrô, ocorreram 11 acidentes, afirmou hoje (15) Flávio Godoy, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários do estado.

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Nos outros acidentes, seis trabalhadores já haviam se ferido e um outro morrido em acidentes na construção desta linha, desde maio de 2005.

O problema, para o sindicato, foi a terceirização dos fiscais da obra. Esta foi a primeira obra do Metrô, segundo o sindicato, em que a fiscalização da obra não foi feita por funcionários da estatal. O sindicato afirma que a obra da linha 2, que não foi terceirizada, não teve nenhum acidente em sua construção.

De acordo com ele, o trabalho do consórcio a linha 4-Amarela era acompanhado por quatro engenheiros da Companhia do Metropolitano de São Paulo, que apenas conferiam se a obra estava sendo realizada. O presidente e o secretário de comunicação não responsabilizaram os engenheiros e disseram que a Companhia do Metropolitano de São Paulo os impede de se declararem sobre o acidente.

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A construção e manutenção das outras linhas da cidade, as obras foram gerenciadas pelo corpo técnico do Metro, disse Xavier. Antes [construção de outras linhas], os engenheiros [do Metro] fiscalizavam e liberavam o trabalho das construtoras, declarou.

Em 2003, foram afastados cerca de 400 funcionários do corpo técnico da empresa, setor responsável pelos projetos de manutenção e expansão das linhas, disse Xavier. O sindicato dos metroviários pedem a suspensão imediata das obras de construção da linha 4-amarela, para revisão do projeto e que a realização de uma auditoria nas obras que não tenha ligação com o governo, disse o presidente do sindicato.

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