A cúpula do Partido dos Trabalhadores só pensa na reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, e de olho gordo nessa possibilidade não pretende alimentar a disputa dos governos estaduais com chapa pura. A decisão foi referendada pela executiva nacional do partido.
Não interessa, portanto, ao PT, patrocinar a abertura de brechas perigosas nas alianças que ajudaram Lula a se eleger em 2002. O melhor caminho para o partido, insistem os líderes, será manter em hibernação as pretensões eleitorais nos estados, não fazendo disso um cavalo de batalha.
O recado não podia ser mais direto para as seções regionais do PT, de modo especial, nos estados onde se fala abertamente do rompimento das alianças anteriores. O caso do Paraná é um dos mais carregados desse teor explosivo. O ministro Paulo Bernardo, hoje figura mais importante do partido no Estado, não faz o menor segredo sobre a intenção de abandonar o barco peemedebista.
Como a estratégia petista manda evitar quaisquer rusgas passíveis de causar turbulências na rota da reeleição de Lula, os dirigentes partidários recomendam uma espécie de silêncio obsequioso aos pré-candidatos.
Será difícil segurar uma tropilha tomada pela idéia de ganhar as eleições em alguns estados, a fim de recuperar parte do território perdido aos adversários e fincar a bandeira em outras plagas.