O presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer (SP), afirmou hoje, em São Paulo, que os peemedebistas que aceitarem cargos no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverão deixar o partido. "Não haverá hipótese de licença porque isso parecerá uma coisa farsante. Ou ele fica no partido, obedecendo as diretrizes do partido, ou não fica", afirmou.

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Temer disse que levará essa posição à convenção nacional da legenda, prevista para o dia 12. "Espero que a convenção determine, e vou fazer força para isso, para que o partido tenha caminho próprio, não aceite cargos no governo, porém, garanta a governabilidade." Ele participou hoje, com o governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (PMDB), de um almoço na Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

A reunião foi promovida com os associados para a discussão da reforma tributária. Rigotto também defendeu a autonomia da sigla. "Pode-se apoiar bons projetos sem estar pendurado em cargos, sem necessidade de favores do governo. Enquanto discutirmos espaço maior ou menor, o partido ficará descaracterizado, sem identidade", defendeu.

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