Temer admite que não há como barrar adesão ao PMDB

Apesar de ter criticado a eventual adesão de parlamentares de outros partidos à sua legenda, atraídos pela coalizão firmada com o governo Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer (SP), admitiu nesta segunda-feira (04) que não há como barrar a entrada de políticos no partido. "Negar, não tem, mas tem como examinar cada caso dessa eventual adesão e essa é a minha proposta", disse ele, em entrevista concedida no Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

Na sua avaliação, é fundamental que os políticos tenham uma visão programática para o País. "A adesão deve se dar em função dos programas do partido e não porque o partido apóia ou não o governo. Este é um mal que devemos retirar da vida publica brasileira", afirmou.

Questionado se a procura pelo PMDB é grande, Temer disse que há muito boato e conversa. "O que se fala é que o PMDB poderia vir a ser o grande desaguadouro daqueles que não quiserem ficar em outros partidos. E se for única e exclusivamente porque o partido fez uma coalizão, acho ruim para o sistema político partidário do País", emendou.

O deputado voltou a dizer que está confiante na realização da reforma política já no ano que vem. "Estou esperançoso de que ela saia. Tenho esperança renovada, porque o consenso se faz pelo diálogo. E se não tiver, vamos para o voto", declarou.

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