Uma metodologia própria, desenvolvida pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), servirá de base para a avaliação da soja convencional produzida no Paraná e destinada à exportação. O processo foi apresentado e aprovado pelo mercado francês por técnicos do instituto, representantes da Secretaria Estadual da Agricultura, e organismos de entidades que trabalham na área de soja no Estado.

Segundo o presidente do Tecpar, Mariano de Matos Macedo, foram as mudanças que vêm ocorrendo no tipo de semente utilizada na plantação da soja – sejam elas geneticamente modificadas ou não – que levaram o Tecpar a desenvolver uma infra-estrutura que dê sustentação aos produtores brasileiros, em especial aos paranaenses. “No caso do Paraná, poderemos oferecer a certeza que a soja exportada é convencional.”

O presidente do instituto explica também que foi necessário o desenvolvimento de metodologia própria, já que não existem sistemas de aferição de consenso mundial. “Buscamos o maior comprador da soja não transgênica do Brasil, a França, para apresentar essa metodologia, que consiste em normas e vias internacionalmente aceitas”.

Macedo ainda acrescenta: “O Estado do Paraná, através do Tecpar, e à luz das estratégias adotadas pelo atual governo e das legislações estadual e federal não ficou parado, mas se preocupou em oferecer uma estrutura para que mercado da soja possa atender às novas exigências, abrindo caminhos para a agilização na exportação paranaense”.

A soja é atualmente uma das mais importantes commodities do mundo e o Paraná o segundo maior produtor do País.