O Teatro para o Povo do mês de maio acontecerá neste domingo (28), às 11 horas, simultaneamente nos quatro auditórios do Centro Cultural Teatro Guaíra. A programação inclui uma ópera e três peças, sendo uma infantil. O ingresso é a doação de um livro não didático ou R$ 5,00.

No Auditório Bento Munhoz da Rocha Netto (Guairão) acontecerá a única apresentação da ópera ?Chip and his Dog?, de Giancarlo Menotti, com direção de Denise Sartori e regência do maestro Alessandro Sangiorgi. Chip é um menino pobre que fabrica instrumentos musicais, mas não consegue vender o que produz. A história é uma trama entre a pobreza e a riqueza.

A ópera terá a participação especial da atriz Lala Schneider, de uma
orquestra de câmara e de um coral de 16 vozes. Os cenários são de Eduardo Giacomini e iluminação de Nadja Naira. No elenco estão Diana Daniel, Renet Lyon, Marinice Lenz, Thiago Monteiro, Renato Angelo e Divonei Scorzato. A orquestra é formada por Ben Hur Cionek (piano), Simone Savitzky (violino), Fabíola de Andrade (viola), Jessiane Paegle Frufrek (violoncelo), Maria Helena Salomão (contrabaixo), André Erlich (clarinete) e Edinaldo Bachega (fagote). A preparação vocal do coral é de José Roberto Frega.

Já a programação infantil ?Peteleco, Boneco? estará no Auditório Salvador de Ferrante (Guairinha). Peteleco é um boneco de pano cujo maior desejo é se tornar um menino de verdade, pois tudo o que ele quer é correr, brincar, tomar sorvete e até mesmo ficar gripado. Um dia aparece Hamlin, um ser mágico, que lhe diz que pode tornar realidade este desejo. Peteleco então parte com o mágico em direção à terra mágica onde terá que enfrentar desafios para ter aquilo que o tornará humano: um coração.Peteleco, Boneco tem texto e direção de Fábia Guimarães, e cenário e figurino de César Augusto. No elenco estão Ciliane Vendruscolo, Fausto Franco e Neto Machado.

No Auditório Glauco Flores de Sá Britto (miniauditório), apresentação de Psicose 4h48 de Sarah Kane. Expoente da dramaturgia inglesa contemporânea,Sarah Kane ficou conhecida pelo modo como sua carreira começou, com a polêmica de Blasted, sua primeira peça, pelo seu suicídio, aos 28 anos de idade, e a encarnação póstuma de sua quinta e última peça, Psicose 4h48. A encenação foi feita com base na sonoridade das palavras e seu equivalente silencioso, trabalhando também com o não dito. Esta montagem tem direção de Marcos Damaceno e a participação de Michelle Pucci e Marcelo Bagnara. Iluminação de Nadja Naira e Fábia Regina, sonoplastia de Vadeco e figurinos de Maureen Miranda.

E no Teatro José Maria Santos, o espetáculo Allsense, da Phoros Cia Cênica. A peça trata da interação entre fatos e signos, trazendo o imaginário através da exploração da existência. Sem se comprometer com a informação, tampouco com a representação, Allsense reflete sobre a concretude e a subjetividade de uma existência. Através de improvisações, pesquisa, memórias e impressões corporais os fatos e signos são desenhados num espaço cênico. Allense tem concepção e direção de Cíntia Napoli e a participação de Andréa Assumpção, Lislei Junqueira, Maicon Clenk, Patrícia Muller, Silvia Prado e Yuki Doi.