Taxa de mortalidade infantil no Paraná já é a menor da história

A Secretaria da Saúde está desenvolvendo ações voltadas à saúde da mulher e do recém-nascido visando reduzir em 10% os indicadores de mortalidade infantil no Paraná. A iniciativa já vem surtindo efeito. Os dados preliminares de 2005 indicaram o índice de 13,71 para 1000 nascidos vivos, o número mais baixo registrado na história do Paraná.

Os índices vêm diminuindo gradativamente no Estado e as ações da Saúde, aliadas a fatores econômicos e sociais, contribuíram para este resultado. Em 1979 o índice foi de 56,35, em 1989 passou para 33,82, em 1999 foi registrado 19,53, chegando a 16,46 em 2003 e 15,41 em 2004 até o atual 13,71.

O secretário da Saúde, Cláudio Xavier, que é pediatra há mais de 20 anos afirma que cada vida salva tem que ser comemorada. ?Mas ainda não podemos relaxar. Estamos intensificando as ações para atingir a meta do Estado que prevê a redução em 10% dos indicadores até 2007?, disse.

Entre as iniciativas, Xavier destacou a assinatura no final do ano passado do chamado ?Pacto Pela Vida?, no qual as instituições signatárias se comprometeram a inserir em suas agendas ações estratégicas que tenham como resultado a redução nos índices de mortalidade materna e infantil.

As ações devem ocorrer com respeito às diferenças necessárias para a solução de cada situação e local específico, mas buscando sempre a efetivação do princípio da integralidade do Sistema Único de Saúde (SUS).

Entre as ações propostas no documento, estão a ampliação do acesso e garantia nos serviços de pré-natal e acompanhamento pós-parto, bem como a implantação da rede de unidades de cuidados intermediários ao recém-nascido.

O secretário considera ainda como fatores que contribuíram para a redução da mortalidade infantil no Estado, o Programa de Gestação de Alto Risco, que repassou cerca de R$ 8 milhões em equipamentos para hospitais de todo Estado, além do aumento do número de hospitais de referência para atendimento das gestantes de alto risco de 12 para 45 hospitais, aumento do número de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) neonatais de 169 para 203 leitos e outros 34 leitos da rede particular contratados para atender o sistema público.

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