O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, negou que o Palácio do Planalto esteja liberando emendas em favor de um ou outro candidato à presidência da Câmara. O ministro considerou infundadas declarações de aliados do presidente da Câmara e candidato à reeleição, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), e do próprio candidato da terceira via, Gustavo Fruet (PSDB-PR), de que Marcos Lima, chefe da Assessoria Parlamentar de sua pasta, esteja liberando verbas para cooptar deputados em favor da candidatura de Arlindo Chinaglia (PT-SP).

Por meio de sua assessoria de imprensa, Tarso afirmou que Lima não tem autonomia para liberar emendas, e que desde a saída de Waldomiro Diniz – ex-assessor da Casa Civil ligado ao então ministro José Dirceu – o governo alterou os mecanismos de liberação das mesmas. Diniz foi pego pedindo propina ao empresário de jogos de azar Carlinhos Cachoeira, e acabou exonerado. A liberação de emendas agora, segundo a assessoria do ministro, se dá apenas por meio dos ministérios.

O Palácio do Planalto atribuiu as acusações "mentirosas" ao que chamou de "jogo pesado" pela presidência da Câmara. Tarso insistiu ainda que o presidente Lula desautoriza a liberação de emendas para tal fim e reiterou que o governo não vai interferir na disputa pelo comando da Câmara.