O ministro da Justiça, Tarso Genro, defendeu nesta segunda-feira (23) a decisão do ministro Cezar Peluso, do Supremo Tribunal Federal (STF), de desmembrar o inquérito que apura a denúncia de existência, no Judiciário, de uma suposta rede de venda de decisões judiciais. Com a decisão de Peluso, tomada a pedido do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, as autoridades investigadas pela Polícia Federal a partir da "Operação Furacão" como juízes e desembargadores, continuam a responder perante o STF.

O caso dessas autoridades foi parar no Supremo por haver, entre os supostos envolvidos, um ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Paulo Medina. Já os inquéritos envolvendo os demais acusados passam a tramitar na Justiça de Primeira Instância. "Acato inteiramente a decisão da Justiça", afirmou Tarso Genro. "A Justiça entendeu que não haveria prejuízo para o andamento do processo e fez a sua liberação. Não há nenhum erro técnico nas decisões que foram tomadas até agora", acrescentou o ministro.