O ministro de Relações Institucionais, Tarso Genro, declarou nesta sexta-feira (13) que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela reeleição não está fazendo o terrorismo eleitoral de que fala a oposição. Ao mesmo tempo, afirmou que existe o que o PT tem chamado de "risco-Alckmin". Na avaliação de Genro, o que existe nesta sexta-feira é a discussão programática, e falar em privatização é uma discussão programática, porque os tucanos privatizaram enquanto eram governo.

"Os tucanos fizeram um processo de privatização galopante no País (durante o governo Fernando Henrique Cardoso), continuaram pelo Alckmin como governador de São Paulo e determinaram a venda de US$ 100 bilhões. Naquela oportunidade, a dívida pública triplicou. Então, é justo ou não é justo que se esclareça quem é que tem uma postura privatizante em relação ao futuro?", questionou o ministro de Relações Institucionais, tentando explicar que o chamado "risco-Alckmin" de que fala hoje o PT é "muito diferente" do "discurso do medo" sobre um "risco-Lula" mencionado pelos tucanos em 2002, quando Lula era candidato.

"Vejam que é muito diferente aquela situação desta. Naquela situação, se dizia que, se o presidente Lula ganhasse a eleição, a macroeconomia iria ser desequilibrada, a situação financeira iria ficar caótica. Eles disseram isso sistematicamente. E foram desmentidos pela vida, pela gestão competente que o presidente Lula fez em relação à economia. Hoje, o que estamos discutindo é o seguinte: existe risco ou não dos programas sociais do governo serem subvertidos por um eventual governo tucano-pefelista? Existe risco ou não de serem retomados os processos de privatizações que eles já fizeram? Isto é um debate programático. É um debate sadio e importante para o País", declarou o ministro, depois de participar de cerimônia de assinatura de decretos presidenciais desapropriando 23 imóveis rurais da Zona da Mata de Pernambuco.

O ministro afirmou ainda que a oposição se arrependeu do desafio que fez. "Eles (os opositores) propuseram o debate ético. Nós aceitamos e respondemos, e eles agora estão acuados. Agora, nós colocamos questões programáticas e eles dizem que é terrorismo. O que significa terrorismo? Significa dizer o que se quer fazer sobre o futuro?