Entre elas, esta a apresentada pelo G-14, bloco formado pelos Estados Unidos e países que o apóiam, como México, Costa Rica, Canadá e Panamá. Uma segunda proposta foi apresentada pelo Mercosul, integrado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. O bloco Caricom, formado por catorze países e quatro territórios da região caribenha, também apresentou uma proposta diferente, assim como a Venezuela e a Bolívia.
Os Estados Unidos defendem que todos os produtos tarifários sejam submetidos a negociação. Já o Brasil e o Mercosul são favoráveis que todos os produtos, sem exceção, sofram eliminação tarifária. Os Estados Unidos afirmam ainda que só aceitam eliminar os subsídios diretos às exportações agrícolas e se opõem a dar compensações pelo impacto negativo provocado pela ajuda dada a seus produtores agropecuários. Em troca, o país concorda com uma maior liberalização hemisférica nos setores de serviços e inversões.
O Mercosul quer que as negociações de bens, serviços e inversões sejam bilaterais. O Brasil e os demais países que compõem o bloco rejeitam a criação de regras hemisféricas nesses setores, mas querem aplicar as normas da Organização Mundial do Comércio (OMC). Estados Unidos e o bloco G-14 defendem a criação de uma salvaguarda especial para o setor agrícola em troca de compensações. Ela serviria como garantia para quando houver queda de preços os produtos não entrem nos outros países com preços mais baixos. O Mercosul e o Brasil são contra a criação de uma salvaguarda.
Outro ponto polêmico das negociações está relacionado ás regras sanitárias e barreiras técnicas. O Mercosul quer impedir que essas medidas se convertam em justificativas para ações protecionistas encobertas por um ambiente de livre comércio.
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