Depois de três meses de impasse entre a Urbs (empresa que controla o transporte coletivo em Curitiba) e o governo do Estado, entrou em vigor ontem a tarifa de R$ 1,90. O novo valor da passagem – que gerou reclamações de usuários e cobradores – vale para as linhas da Rede Integrada de Transporte, que abrangem também a Região Metropolitana.

Devido ao feriado, o movimento nos ônibus não foi grande. Segundo o cobrador Odeir Moraes, que trabalha em uma estação tubo no terminal do Guadalupe, os passageiros já sabiam do novo preço e, por isso, levaram a quantidade certa de dinheiro. “O pessoal vai sentir mesmo é na segunda-feira, quando todo mundo voltar a trabalhar. A confusão vai ser grande”, acredita.

Mesmo sabendo da nova tarifa, os passageiros estavam indignados com o valor de R$ 1,90. “Acho que não poderia aumentar. Vai pesar muito no final do mês”, justifica Pedro Antônio Soares, fiscal. O operador de máquina Augusto Orlatei avalia que o aumento é abusivo. “O nosso salário não sobe”, comenta. (Leia mais na edição de amanhã do jornal O Estado do Paraná)