Preocupados com a imagem do Brasil em um possível surto de dengue no Rio durante os Jogos Pan-Americanos – a serem realizados de 13 a 29 de julho -, governos federal, estadual e municipal se uniram esta semana para desenhar uma grande estratégia de ‘limpeza’ da cidade dos criadouros do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti.

A força-tarefa, discutida numa reunião realizada quarta-feira no Rio, tem uma missão clara: evitar um surto que, além de deixar de cama turistas e moradores da cidade, poderia derrubar de vez qualquer pretensão do País para sede da Copa do Mundo de 2014.

‘Seria um golpe de morte em qualquer pretensão’, constata o diretor da Secretaria de Vigilância em Saúde, Fabiano Pimenta.

O esforço para tentar ‘blindar’ a cidade pode ser medido pelos números. Na última terça-feira, 90 agentes de saúde foram deslocados de seus postos para trabalhar no Rio.

Um outro contingente será chamado, completando, assim, reforço de 460 profissionais. Além disso, logo depois dos feriados da Páscoa, um novo levantamento de criadouros do mosquito será realizado.