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Sua mente acompanhou sua carreira?

Professor da FGV dá dicas para quem quer continuar tendo sucesso em novos cargos

  • Por Redação / Tribuna do Paraná
Muitos trabalhadores se sentem frustrados quando são promovidos e não conseguem render o que rendiam antes. Foto: Pixabay

Uma das grandes queixas de profissionais é a falta de resultados depois de muitos anos de empresa. Mas como mudar essa realidade? O professor Luciano Salamacha, do MBA da Fundação Getúlio Vargas conta que, após uma palestra, um engenheiro o procurou dizendo que estava desestimulado porque não tinha os mesmos resultados de quando começou na empresa como estagiário e seguiu na companhia até se tornar gerente. Salamacha faz uma analogia a carreira de qualquer pessoa a um copo d’água. “Ao ser estagiário o copo está vazio, o líquido que será utilizado para enchê-lo será o mérito alcançado em cada atividade. O profissional fez algo bom, alguém reconheceu, o copo começa a encher. Claro, quando uma pessoa entra numa função básica em uma empresa qualquer feito se torna reconhecimento. O tempo passa o estagiário é promovido o copo enche. Uma nova função é um novo copo, que vai enchendo segundo o desempenho, só que com mais cobranças.”

O professor explica que a cada novo cargo, obrigatoriamente, se espera outra performance. Logo, quando o profissional não entende esse novo ciclo em sua vida, tende a continuar com comportamento de estagiário, mas querendo reconhecimento como engenheiro, por exemplo.

Cada promoção é um novo ciclo, um novo copo para encher. E, a partir das promoções, aumentam as responsabilidades e a exigência de performance. O que antes era motivo de elogios como a coordenação de um trabalho em equipe, agora é uma questão de responsabilidade inerente ao cargo. É nesse momento em que muitas pessoas, de maneira inconsciente, tentam voltar ao desempenho que antes enchia o copo mais rápido, ou seja, deixam de se comportar como gestores para voltar a executar tarefas que antes rendiam alta performance. Entretanto, os copos não são os mesmos.

Salamacha é enfático: não adianta a carreira evoluir se a mente não acompanhar. Uma mente atrasada no ciclo pode levar o profissional a querer se comportar, no novo cargo, como no anterior. “Temos que nos preparar para os saltos na profissão.” O professor diz que neurocientificamente, cada vez que uma pessoa se sente insegura, tende a correr em busca de um porto seguro que, neste caso, seria tentar voltar a atuar tal qual agia quando recebia mérito. Na carreira isso é um erro fatal.

O professor lista 9 dicas de como fazer para a sua mente seguir sua carreira:

1 – Cuidado com a autocrítica, quando se conquista um novo cargo não se tem obrigação de saber tudo sobre aquela função logo no primeiro dia.
2 – Seja aprendiz em qualquer cargo. Todo mundo precisa de tempo para aprender uma nova função, seja ela qual for.
3 – Aprenda a conquistar a autoridade do seu cargo. Autoridade se conquista na equipe com mais compartilhamento.
4 – Entenda que você não é mais o mesmo. Entenda o que o novo grupo espera de você.
5 – Seja humilde. Aprenda recalibrar o olhar para a nova função.
6 – Entenda o que a empresa espera de você e da função. Não fique no automático.
7 – Sinta-se seguro para fazer o follow up. Promoção exige acompanhamento.
8 – Não volte casas nesse jogo. A mente tem que evoluir.
9 – Não abandone seu cargo de gestor para retomar a operação, a menos que seja crucial.

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