STF nega pedido de liberdade a juiz acusado de vender sentenças

O Supremo Tribunal Federal (STF) negou ontem (19) o pedido de revogação da prisão preventiva do juiz federal João Carlos da Rocha Mattos. Ele foi preso há cerca de dois anos na Operação Anaconda, da Polícia Federal, que investigou a comercialização de sentenças judiciais.

De acordo com nota do STF, Rocha Mattos alegou que sua prisão foi ilegal porque não haveria comprovação da materialidade dos crimes atribuídos a ele. Rocha Mattos também alegou falta de fundamentação do decreto de prisão.

O argumento foi rebatido pelo relator do habeas corpus, ministro Eros Grau. ?O decreto de prisão foi explícito nesse sentido ao consignar: ?Não se trata de mera suspeita. Sabe-se do modus operandi da quadrilha, existem relatórios minudentes da atuação dos seus membros, diagramas de relacionamentos, os contatos são constantes entre os acusados?, disse o ministro na sentença.

Segundo o ministro, a prisão cautelar também se justifica. ?É incontroverso que o magistrado levou para casa de sua ex-esposa documentos relativos a processo judicial, destruindo-os em seguida, sem oitiva do Ministério Público, o que, por si só, já autoriza a conclusão de que sua liberdade traduz ameaça ao andamento regular da ação penal a que responde?.

Esse foi o segundo pedido de habeas corpus de Rocha Mattos negado pelo STF. Ele responde a processo criminal por abuso de autoridade e peculato.

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