Brasília – A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Carmem Lúcia Antunes Rocha negou os pedidos para que fossem soltos três dos envolvidos na Operação Dominó. Na útima sexta-feira (4), em Rondônia, 23 pessoas foram presas acusadas de desvio de recursos públicos, corrupção, prevaricação, extorsão, lavagem de dinheiro e venda de sentenças judiciais.

Os três acusados que tiveram o pedido de liberdade negado foram o presidente do Tribunal de Justiça (TJ) do estado, Sebastião Teixeira Chaves, o presidente da Assembléia Legislativa, José Carlos de Oliveira, e o ex-procurador de Justiça José Carlos Vitachi.

De acordo a Polícia Federal, o esquema desviou cerca de R$ 70 milhões no pagamento de serviços, compras e obras superfaturadas. O grupo, composto por funcionários públicos de alto escalão, também é acusado de exercer influência indevida e promíscua sobre agentes do Poder Judiciário, Ministério Público, Tribunal de Contas e do Poder Executivo do Estado.

As investigações começaram em junho de 2005. O presidente da Assembléia Legislativa é acusado de ser o principal membro do grupo criminoso. Esta semana, a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Eliana Calmon deve ouvir os acusados, que estão presos na carceragem da Polícia Federal em Brasília.