Florianópolis, Natal e Recife são as únicas capitais, das 16 pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em que houve aumento do preço da cesta básica em fevereiro. Na capital potiguar, os preços subiram 4%, em Florianópolis, 1,08%, e nos supermercados recifenses, 0,99%.

Nas outras cidades, o preço geral da cesta básica teve recuo. A principal queda foi em Belém (-8,33%). Mesmo com a redução do custo da cesta básica na maioria dos estados brasileiros, grande parte dos itens que compõem seu conjunto apresentou aumento. O açúcar aumentou em todas as capitais, com destaque para Salvador (21,90%), Rio de Janeiro (17,12%), Aracaju (15,74%) e São Paulo (13,99%). A alta do pão foi verificada em 10 capitais. Entre elas, Rio de Janeiro (3,21%), Recife (2,31%) e Brasília (2,06%).

Produtos como café, leite e feijão tiveram aumento em nove capitais. O café apresentou elevação devido a alta de seu preço no mercado internacional. As capitais onde se verificou preços mais altos foram Florianópolis (6,05%), Curitiba (5,75%), João Pessoa e Brasília (ambas com taxa de 5,12%). Houve recuo em Natal (-0,93%), Goiânia (-1,09%) e Fortaleza (-11,71%). O preço do leite aumentou no Rio de Janeiro (6,71%) e em Salvador (5,07%). As retrações foram apuradas em Florianópolis (-0,86%) e Recife (-1,52%). As principais elevações no preço do feijão ocorreram em Salvador (14,11%), Belo Horizonte (13,73%) e Goiânia (11,63%).

O maior valor para a cesta básica foi registrado em São Paulo (R$ 175,54), seguido por Brasília (R$ 174,14), Rio de Janeiro (R$ 172,61), Porto Alegre (R$ 166,20) e Belo Horizonte (R$ 162,75). Os menores preços foram verificados em Recife (R$ 127,28), Fortaleza (R$ 127,50), Salvador (R$ 128,12) e João Pessoa (R$ 129,61).

Com base no custo da cesta básica de fevereiro, o Dieese estima que o salário mínimo deveria corresponder a R$ 1.474,71, ou seja, 4,92 vezes o mínimo vigente, de R$ 300,00. Em janeiro, o valor deveria ter sido maior, R$ 1.496,56. Já em fevereiro do ano passado, a quantia era bem próxima da atual, de R$ 1.474,96, mas equivalia a 5,67 salários mínimos da época (R$ 260,00).