O soldado Júlio César do Amaral , um dos policiais militares presos temporariamente por decisão judicial por suposta participação na chacina da Baixada Fluminense, está depondo na Delegacia de Homicídios, em Belford Roxo. O advogado dele, Édson Lima, disse que soldado vai alegar inocência. "Ele estava em Itaguaí, sozinho, e chegou a Queimados depois das 21h, quando o fato já tinha acontecido." O advogado disse que o PM soube da chacina por sua mãe e "prestou o auxílio que pôde" às vítimas.

De acordo com a Chefia de Polícia Civil, Júlio César foi reconhecido por testemunhas por ter estado no lava-a-jato em Queimados, onde morreram quatro pessoas. Ele é acusado de ter recolhido cápsulas e alterado a cena do crime. "As investigações estão tumultuadas", disse o advogado. "A Polícia Civil tem atribuição para apurar o caso, este não é um crime federal, mas um crime comum." A Polícia Federal, por determinação do Ministério da Justiça, a mando do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, instaurou um inquérito paralelo para apurar o massacre.