As exportações do agronegócio brasileiro, em 2007, se concentraram no duo soja-carne, registrando o recorde histórico de US$ 58,416 bilhões, ou 18,2% a mais que no ano anterior. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e foram compilados pelo Ministério da Agricultura e Abastecimento (Mapa).

O complexo soja (grão, farelo e óleo) se deparou com uma forte competição nas exportações, tendo em vista os grandes volumes de carnes bovina, suína e avícola produzidas no Brasil, embarcados para o mercado exterior no ano passado. Os embarques do segmento chegaram a US$ 11,295 bilhões, ao passo que a soja representou US$ 11,381 bilhões da exportação brasileira, com vantagem mínima.

A carne brasileira somente não galgou a primeira posição nas exportações em 2007, em face do embargo da União Européia ao produto brasileiro. A comunidade alegou impropriedades nos sistemas de inspeção das condições sanitárias, tanto na criação quanto no abate de animais.

O setor sucroalcooleiro teve desempenho muito aquém do esperado nas exportações (US$ 6,578 bilhões), sendo ao final suplantado com larga vantagem pelos embarques de produtos florestais (US$ 8,819 bilhões). A tão propalada explosão do etanol esbarrou na falta de mercados convencidos do uso do combustível menos poluente.

Mesmo assim, o Brasil registrou números mais que satisfatórios na balança comercial, embora as importações também tenham crescido em grande proporção. O agronegócio nacional tem seus clientes mais destacados na União Européia, na Ásia e nos países do Nafta.